Alguns momentos definem o rumo de nossa vida: o vestibular, o casamento, o primeiro filho. Nessas horas, geralmente, estamos diante de dois ou mais caminhos e precisamos constantemente tomar uma decisão. Recorremos à lógica, às emoções, aos amigos, aos pais, a qualquer um com um “pitaco” a oferecer, enfim, escolhemos com um baita medo de errar.
Para nos levar à melhor alternativa, o cérebro tem um sistema capaz de esmiuçar dilemas. Esse sistema conta com três engrenagens, ativadas por qualquer escolha que apareça na nossa frente, pode ser algo que nos obrigue a mudar de cidade ou só a trocar a marca da margarina.
A primeira é a razão. Ela cuida do seu futuro e faz as contas para que as decisões só tenham resultados positivos. Mas é limitada. Nem sempre a lógica dá conta dos nossos dilemas.
A segunda é o instinto. Ele está sempre pronto para o socorrer quando uma ameaça surgir. E vai trabalhar para manter o seu corpo livre de qualquer arranhão, sejam lá quais forem as consequências.
A terceira é a experiência. Ela quer que suas decisões terminem sempre em alegria e imediatamente. Para isso, tenta repetir as escolhas bem sucedidas que você fez o passado.
Como garantir que não vamos nos arrepender das nossas escolhas? Que o casamento não vai acabar em divórcio? Que a profissão escolhida no vestibular é a que vai trazer felicidade? A verdade é que garantia não existe, porque o cérebro não consegue prever o futuro. Mas, podemos orientá-lo a decidir de acordo com as nossas expectativas, desse jeito, fica mais difícil se frustrar com o resultado.
