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Junho: o Mês da Língua Portuguesa

04/06/2019

Junho: o Mês da Língua Portuguesa

Luís Vaz de Camões, um dos maiores poetas portugueses, faleceu em 10 de junho de 1580. Por representar uma Figura importante para a literatura internacional, a data de falecimento do escritor, foi escolhida para celebrarmos o Dia da Língua Portuguesa.

Você sabia, que cerca de 250 milhões de pessoas falam o Português no mundo, sendo a quinta língua mais falada entre as ocidentais? Sabe-se que a língua portuguesa, aqui no Brasil, foi objeto de ensino desde a época jesuítica, quando esses religiosos o introduziam aos filhos dos gentios com objetivo de catequizá-los. O modelo de língua ensinado, era a da literatura clássica, que deveria aproximar-se da língua dos nobres. O exemplo da língua portuguesa era muito distante do falar do povo que, na ocasião, não era considerado.

A definição de gramática constante nos manuais da língua é: a arte de falar e escrever corretamente a Língua Portuguesa. É indiscutível que a língua de qualquer povo é dinâmica, sofre significativas mudanças que acompanham os progressos e a evolução da intelectualidade e da ciência. Tal fato, tem ocorrido também com a nossa querida língua mãe, tão maravilhosamente decantada nos versos de Camões. No entanto, com a chegada da era tecnológica onde falamos e escrevemos pouco, temos assistido em nosso País, uma indesejável descaracterização da nossa língua falada e escrita.

Na língua escrita, há mais exigências em relação às regras da gramática normativa. Isso acontece porque, ao falar, as pessoas podem ainda recorrer a outros recursos para que a comunicação ocorra – pode-se pedir que se repita o que foi dito, há o uso de gírias, neologismos (emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras já existentes, na mesma língua ou não) e etc. Já na linguagem escrita, a interação é mais complicada, o que torna necessário assegurar que o texto transmita a mensagem de forma direta e bem elaborada.

A escrita não reflete a fala individual de ninguém e de nenhum grupo social. Por essa razão, a fala e a escrita exigem conhecimentos diferentes. Além disso, há uma segunda diferenciação que se dá entre a linguagem formal e coloquial. Dependendo do ambiente em que nos encontramos, podemos usar a linguagem coloquial, formal ou informal e essa diferença de tratamento faz parte da variação linguística.

Diante dos fatos narrados, percebemos a necessidade urgente de uma política de melhoria na qualidade do ensino, principalmente na área de Língua Portuguesa a qual é considerada um instrumento de inclusão e de efetiva participação social. É através do domínio da língua em suas modalidades oral e escrita que o homem se comunica e constrói o conhecimento. Por isso, ao ensiná-la, aos nossos alunos, garantimos o acesso a esses saberes, por meio das aulas de Língua Portuguesa e Produção Textual, aliando os conteúdos de gramática à prática constante da escrita.